Como estudar redação para concursos: escreva melhor em 3 passos

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Se você decidiu que vai transformar o seu futuro por meio do estudo, aprender a escrever bem deveria ser uma de suas prioridades. Neste artigo você aprenderá um passo-a-passo de como estudar redação para concursos públicos, que fará com que a sua habilidade de se expressar na forma escrita dê um enorme salto em pouquíssimo tempo, mesmo estudando por conta própria.

Hoje eu serei claro e direto: se você participa de processos seletivos, tais como os concursos públicos, escrever bem chega a ser uma covardia com os seus concorrentes. Sabe por que?

Porque é muito difícil derrotar um candidato que tem a habilidade de produzir textos excelentes, de forma ágil e com segurança. Quem tem essa capacidade possui uma vantagem muito difícil de superar, e há duas razões para isso.

A primeira delas é: as redações sempre têm um peso enorme para a nota final.

E a segunda razão… é que pouquíssimas pessoas sabem escrever.

Os examinadores ficam bastante surpresos quando, após um dia inteiro lendo textos ruins, finalmente surge diante deles uma redação que:

  1. atende ao comando do enunciado;
  2. tem clareza de raciocínio e sequenciamento lógico.

A maioria dos alunos nem chega perto de conseguir escrever um texto que atenda a esses simples critérios… o que dá uma vantagem quase insuperável àqueles que conseguem. E foi dessa forma que eu:

  • Fui aprovado na segunda engenharia mais concorrida da UFMG… indo mal na prova de matemática;
  • No ano seguinte, consegui a sétima colocação da Faculdade de Direito da UFMG, com uma dupla nota 100 nas redações;
  • Me tornei servidor público federal graças a isto aqui:

O Estudo de Caso número 2 foi incrivelmente problemático. Quase todo mundo errou, até mesmo os professores – e há pessoas brigando na Justiça até hoje, cinco anos depois, na esperança de alterar o gabarito.

Mas a minha nota 100 no Estudo de Caso número 1 me deu a folga necessária para que eu fosse nomeado, mesmo com um desempenho ruim no Estudo de Caso número 2. E o melhor de tudo é que eu não precisei gastar dinheiro com advogado para ser nomeado.

Como você pode ver, fazer boas redações te proporciona uma vantagem absurda.

Por um lado, é verdade que cada concurso tem suas próprias particularidades, e é fundamental que o candidato fique atento a elas quando faz a sua preparação. Isso também se aplica às provas de redação; é fundamental observar os concursos anteriores e notar, por exemplo, se há algum tema recorrente. A título ilustrativo, a Segurança Pública é sempre uma boa pedida nos concursos da área policial.

Além disso, os professores de redação costumam oferecer “modelos” que podem ser usados como base pelo aluno – e sim, esses modelos funcionam muito bem para quem quer produzir bons textos.

Porém, uma coisa é certa: não importa se você conhece bem o assunto e tem um modelo pronto na sua cabeça… no dia da prova, você terá que preencher esse “modelo” com facilidade e desenvoltura; com total segurança e sem titubear.

E para isso, não existe atalho: se você quer se preparar para concursos públicos, será necessário construir a habilidade de escrever bem. E agora eu vou te fornecer o passo-a-passo de como fazer isso da maneira mais rápida possível.

Passo nº1) Para estudar redação para concursos e escrever melhor, modifique o seu hábito de leitura

Com certeza você já ouviu esta frase: “Quem lê muito, escreve bem.” Mas basta dar uma olhada ao seu redor, e você perceberá que não é bem assim que as coisas funcionam.

Provavelmente você conhece algumas pessoas que adoram ler, e já terminaram coleções tão grandes quanto “O Senhor dos Anéis” e tantas outras do mesmo calibre. E aí eu te pergunto: será que todo mundo que lê livros desse porte adquire automaticamente um ótimo desempenho nas redações de processos seletivos?

A resposta só pode ser negativa. A maioria dos “leitores assíduos” jamais se converterá em grandes escritores.

Portanto, não, este não é mais um artigo para te dizer que você deve “ler muito para escrever bem”. Eu sei que você já leu essa “dica” por aí muitas vezes, e não se trata de um conselho particularmente útil.

Na verdade, caso você realmente esteja determinado a aprender a escrever melhor, o que eu vou te propor não é que você leia mais… mas sim que você comece a ler de uma forma diferente.

Calma que eu já vou explicar:

Observe a estrutura dos textos que lê

Normalmente, quando lemos um texto, nosso único objetivo é absorver o seu conteúdo. Isso tem uma consequência natural: a nossa atenção não tende a ficar fixada na forma como o texto foi construído.

Ler um excelente artigo, por exemplo, faz com que nós sintamos que todo o conteúdo está “fluindo” diretamente para a nossa mente, sem nenhuma barreira. Aliás, é isso que faz com que nós percamos a noção do tempo quando lemos um livro muito bom: as ideias parecem vir até nós de forma natural; nós embarcamos na leitura, e quase nos esquecemos de que estávamos lendo um livro.

E ninguém tem tempo de prestar atenção na “redação” do autor quando isso acontece.

Estudar redação para concursos: como escrever melhor em 4 passos
Viajar na leitura, perder a noção do tempo e se esquecer de que se estava lendo algo. Isso é muito bom.

Porém, se você chegou até este ponto do texto, é porque tem a intenção de aprender a escrever bem; sendo assim, você precisará modificar um pouco o seu hábito de leitura. Não se preocupe: trata-se de algo simples de ser feito, e bastam alguns minutos por dia. As suas leituras por lazer podem continuar existindo, no seu tempo livre.

A proposta é a seguinte: daqui em diante, você deverá separar alguns minutos do seu dia para ler textos variados, mas com um detalhe: você deverá prestar atenção na forma como eles foram escritos.

Como eu disse, essa não é a atitude mais “natural” na vida de um leitor, já que, normalmente, o nosso foco é atraído pelo conteúdo, e não pela estrutura do texto. Porém, não é difícil construir esse hábito. Veja aqui alguns exemplos de atitudes que você deverá adotar quando for fazer esse exercício:

  • Comece a prestar atenção nas palavras que o autor usa para formular uma certa ideia. Observe se você escreveria essa passagem da mesma forma que ele fez;
  • Repare se o autor usou um sinônimo para evitar uma repetição de palavra;
  • Imagine se você construiria as frases da mesma forma que ele;
  • Perceba, inclusive, se há defeitos no texto. Será que você consegue identificar quando o autor foi redundante? Será que ele poderia ter dito em duas linhas algo que disse em cinco?
  • Se por acaso você teve dificuldade para entender um certo trecho, a que se deve isso? O autor se expressou mal, ou foi a sua capacidade de leitura que não estava muito afiada?

Isso mesmo: agora que você decidiu que vai aprender a escrever bem, você pode até mesmo criticar outros autores, e pensar em formas como você escreveria certas ideias melhor do que eles fizeram.

Aliás, como parte do nosso exercício, seria interessante que você lesse até mesmo textos ruins. Nesta etapa do treinamento, o meu objetivo é que você se torne capaz de diferenciar um texto bom de um texto ruim, de forma instantânea e sem dificuldade. Sem essa habilidade, você não conseguirá fazer o Passo nº 3 (vamos chegar lá).

Para colocar em prática o Passo nº 1, você precisará adquirir um olhar mais “técnico” da escrita, ao invés de simplesmente se deixar levar pelo conteúdo, como fazemos quando lemos apenas por interesse ou lazer.

Essa primeira etapa (modificação do hábito de leitura) será muito importante para a conclusão deste artigo; portanto, fique atento e não perca nenhum dos conceitos.

E agora vamos ao passo nº 2:

estudar redação para concurso públicos

Passo nº 2: passe a escrever com frequência

Muitas pessoas estudam para o concurso durante meses… mas fazem somente umas poucas redações, quando se aproximam da reta final.

Isso é um erro muito grave. Lembre-se do que eu disse mais cedo: embora existam “esqueletos” ou “modelos” de redação, é você mesmo quem terá que preencher esses “modelos” no dia da sua prova – e isso deverá ser feito com o máximo de desenvoltura, há que o seu tempo será limitado e haverá pouca margem para equívocos.

Portanto, estamos falando sobre o desenvolvimento de uma competência ou uma habilidade – e isso não se constrói de um dia para o outro. A minha proposta é que você escreva redações várias vezes por semana.

Aliás, não há motivo algum para não fazer isso… afinal, fazer uma redação não leva mais do que alguns minutos. Para ter uma noção, pense no seguinte: o artigo que você está lendo neste momento é muito maior e mais complexo do que qualquer redação que você fará em qualquer processo seletivo.

Sendo assim, você não precisa praticar várias horas por dia. O mais importante é fazer isso com frequência e constância ao longo dos meses. Se você dedicar duas horas a cada semana, de forma fracionada ao longo dos dias, seu progresso será muito maior do que se fizer as mesmas duas horas no sábado, de forma ininterrupta.

Esse é, portanto, o aspecto mais “prático” do seu novo regime de treinamento: colocar a mão na massa e escrever com frequência. Porém, para que ele realmente te traga um progresso rápido, ainda está faltando um elemento.

Passo nº 3: feedback corretivo

Todos possuem a noção de que “a prática traz a perfeição”, e isso não é mentira. Porém, existe um elemento essencial para que a sua prática produza resultados rápidos e constantes. Esse elemento se chama feedback corretivo.

Não se assuste com o nome complicado: feedback corretivo é simplesmente um retorno que te diz qual foi o seu desempenho em uma certa tarefa, e quais são os pontos que devem ser aperfeiçoados.

Explicando melhor: se alguém pratica uma certa habilidade sem ter a capacidade de enxergar quais são os seus pontos fracos, o treinamento não surtirá efeito, pois os erros serão repetidos a cada nova sessão de treinamento. É necessário que o aprendiz seja capaz de identificar aquilo que precisa melhorar.

E aqui, chegamos a um ponto chave deste artigo: é que o feedback corretivo pode ser fornecido pelo próprio estudante.

Isso mesmo: você não precisa de outra pessoa para te dar feedback corretivo; você mesmo pode fazer isso – desde que desenvolva a competência necessária para identificar quais são os seus pontos fortes, e quais outros precisam ser aprimorados.

Possuindo essa competência, você mesmo pode prover o seu próprio feedback corretivo, como fizeram alguns dos alunos participantes deste experimento científico, com total sucesso.

Sendo assim, para que o seu “autofeedback “possa surtir o efeito que queremos, qual é a habilidade que você precisa desenvolver?

Ora, a habilidade de distinguir um texto bom de um texto ruim, e compreender o que é que precisa ser aprimorado – que é exatamente como você aprendeu no Passo nº 1. Volte até lá se for necessário.

Lembra de quando eu disse que você deveria aprender a criticar o texto dos outros? Pois a partir de hoje você deverá fazer o mesmo com os seus próprios textos… aqueles que você escreverá todas as semanas, como combinamos.

Dica bônus: deixe o texto descansar

Como você certamente já percebeu durante a realização de alguma prova, algumas vezes o estudante sofre com um problema chamado “visão de túnel”.

Estudar redação para concursos: como escrever melhor em 4 passos

Após passar algum tempo olhando para o mesmo papel, você pode passar a ter dificuldade para enxergar certos detalhes que seriam bastante óbvios em situações normais. Isso é algo natural; portanto, não precisa se odiar se você já desistiu de alguma questão, mas se lembrou da resposta logo após abandonar o local de prova.

Esse problema afeta todos os autores, e certamente ele desacelerará o seu progresso no treinamento de redação… se você não souber como lidar com ele.

Por sorte, existe uma forma simples de contornar esse obstáculo: deixar o seu texto descansar.

O que essa expressão significa?

É muito simples: após escrever um texto, você deve deixá-lo de lado por um tempo antes de fazer a sua correção definitiva.

Isso mesmo: o momento ideal para enxergar as falhas do seu texto não é imediatamente após escrevê-lo. Você pode, sim, fazer algumas correções rápidas logo após terminar de escrever; porém, você terá uma visão muito melhor e mais clara no dia seguinte, após uma boa noite de sono.

Todos os autores fazem isso; eu apliquei essa técnica para escrever este artigo, e escritores profissionais fazem o mesmo à medida que escrevem seus livros. Deixe o texto de lado um pouco, mude de tarefa, estude outro assunto, ou mesmo vá dormir e corrija o seu texto no outro dia. Você ficará assustado com os erros que vai encontrar – mas saiba que isso é algo natural e que faz parte do processo de aprendizado.

É claro que, no dia da prova, você não poderá retocar a sua redação no dia seguinte. Mas pouco importa: ao corrigir os seus próprios textos ao longo de algumas poucas semanas, você começará a notar uma melhora expressiva na sua escrita. Seus textos começarão a “sair” de forma cada vez mais natural, e a primeira versão deles já terá um padrão cada vez mais próximo do ideal.

Dica bônus: peça ajuda

O objetivo deste artigo é o de te ajudar a conquistar um pouco de independência na prática das suas redações. Porém, as coisas ficariam bem mais rápidas se você tivesse a ajuda de uma especialista… principalmente se você tivesse direito a correções ilimitadas com ela…

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Conclusão

Saber aprimorar as próprias habilidades é uma qualidade essencial para qualquer concurseiro.

Muitas pessoas tendem a acreditar que fazer boas redações exige alguma espécie de “talento”.

Nada poderia estar mais longe da realidade; é perfeitamente possível desenvolver a capacidade de redigir um ótimo texto com bastante segurança, e sem a necessidade de contar com a sorte.

O objetivo deste artigo foi o de te ensinar a ter independência para aprimorar as suas próprias redações – além de te fornecer o caminho de buscar um auxílio mais profissional, caso seja do seu interesse.

Espero que você insista no objetivo, pois saber escrever bem é uma habilidade essencial para todo concurseiro que leva a sério o seu objetivo.

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